"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Do Congresso Nacional e dos flanelinhas...

"No teatro, quando o ator que está em cena não sabe tocar o instrumento, faz só o gesto. Outro, atrás dos bastidores, toca por ele..." D.S

Com sinais de idiotia, o repórter noticia cheio de entusiasmo que a partir da próxima segunda-feira, o Congresso Nacional decidirá se os viajantes terão que pagar ou não algo a mais por suas bagagens... Dizer Congresso Nacional - você sabe - é dizer uns 500 deputados, uns 100 senadores e uns milhares de aspones. Enfim, todo esse exército de senhores e de senhoras (apesar das repetidas queixas, já há quase mais senhoras que senhores) para definir algo que dois gerentes administrativos poderiam resolver em menos de uma hora. E isto, lá no Congresso Nacional, porque aqui na Câmara Distrital estão há décadas tentando fazer as escadas rolantes da rodoviária funcionarem, reabrir a Biblioteca Demonstrativa e acabar com os flanelinhas. Flanelinha é um nome que ainda não está nos dicionarios, mas todo mundo que tem um carro ou até mesmo uma carroça conhece. É só você estacionar por aí que chegam dois ou três sujeitos lhe chamando de doutor e dizendo que vão cuidar de seu carro. Ontem, revirei os bolsos para pagar essa extorsão, esse dízimo social e, por não encontrar nem vestígios de moedas, ouvi o sujeito acusar-me de pão duro e de filha-da-puta miserável. Como só ando desarmado, coloquei o rabo entre as pernas e caí fora...


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