"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

A nave dos tuberculosos...

Não é de agora que percebi que os europeus têm um problema com o nariz. Ainda esclarecerei este assunto com um otorrino.
Passam os dias, os meses os anos, a vida inteira pigarreando, tossindo, assoando, lançando catarro nos lenços que preventivamente sempre levam no bolso interior de seus casacos.  E às vezes, com caras de papa moscas, até ficam admirando aquela meleca como se fossem especialistas em secreções. No voo Lisboa/Londres, - por exemplo - tive a infelicidade de sentar-me ao lado de um chinês, aparentemente jovem, que foi tossindo, expirando, pigarreando e cuspindo catarro num rolo de papel higiênico que levava numa sacola de plástico praticamente até pousarmos em Heathrow. Mas não era só ele não! O avião inteiro, lotado de gente de diversos paises, tossindo, pigarreando e escarrando sem parar. Uma velhinha italiana que os olhava com um certo nojo e horror, numa das maiores crises do chinês, cochichou-me num italiano ainda do tempo de Tito Livio: Por quê esse porco não pediu para ficar numa enfermaria em Lisboa? Vamos rezar para que não seja a gripe suína! E completou, antes de mudar de poltrona: Porco Dio! Isto aqui está parecendo uma nave de tuberculosos!!!

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