"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

domingo, 19 de junho de 2016

Darwin e a canalhice das espécies...


Para ouvir a música, clicar na ponta esquerda da faixa



[Se siete compassionevoli  con i crudeli terminerete essendo crudeli con i compassionevoli]
Talmud
Nada é mais frustrante do que pensar que se está fazendo "o bem" quando, na verdade, se está engendrando "a maior das desgraças". Nesta manhã de domingo, no momento em que a plebe aqui do DF estava voltando da missa e se preparava para fazer um churrasco, beber umas duas caixas de cerveja, dar uma trepada lá pelas 15:00 horas e depois seguir para o estádio torcer pelo  flamengo, uma pomba semi-selvagem entrou desesperada em minha varanda. Com muito cuidado e 'benevolência' achando que ela simplesmente havia confundido sua rota, ajudei-a a encontrar a janela de saída, mas bastou que ela desse sete ou oito batidas de asas 'em liberdade' para ser capturada pelo matreiro e astuto carcará que a estava perseguindo. Aquela ave de rapina com seu solidéu preto sobre a cabeça que lembrava até um rabino, ave à qual sempre dediquei o maior respeito, deu um rodopio e uma rasante especial como se estivesse me agradecendo, voou para a cobertura de um prédio vizinho com a infeliz entre as unhas e, indiferente à minha 'ética' e indignação, a devorou sem a menor cerimônia...  Voltei a ler Darwin e a tentar entender esta enigmática frase de Vargas Vila: "Há um remordimento que o criminoso não conhece e que é, sem dúvida, o mais cruel de todos os remordimentos: o de haver feito o bem, quando esse bem nos foi fatal..."

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