"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

As fezes da terra...

Como passeio todos os dias com meu cachorro, volto sempre ao tema das fezes do bicho. Isto porque sou frequentemente criticado por outros donos de cachorros ou não, (principalmente por velhinhas ou velhinhos ranzinzas e politicamente corretos) por não recolher os dejetos que ele vai soltando pelo caminho. Como já declarei, sou contra essa coleta. E não por preguiça ou por arrogância, mas porque sei que essa matéria, além de ser boa para o bioma é a matéria prima com a qual o João de Barro, essa espécie dissimulada, constrói suas moradias entre as forquilhas do araçá e do pau-da-terra.. 
Lá pelas onze horas, basta esses pássaros perceberem que estamos saindo de casa para, felizes, batendo as asas e soltando seus gritos curtos e repetitivos, não sei se de alarme ou de vitória, formarem uma fila atrás de nossos passos. E não são filas pequenas não, dependendo do dia e do clima, chegam a lembrar até as do INSS... Em cinco ou dez minutos depois de nossa passagem, a grama está novamente limpa e eles já visivelmente agradecidos com aquela argamassa no bico, corrigindo a circunferência da entrada de suas casas na copa dos buritis...

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