"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

domingo, 3 de janeiro de 2016

PELE NEGRA, MÁSCARAS BRANCAS...

Como os domingos são um tédio em todo o mundo e principalmente aqui em Brasília (menos, evidentemente, para àqueles idealistas que vão às 3 missas do dia), me permito nesta manhã dominical e quase chuvosa acompanhar as notícias meio folclóricas, meio duvidosas sobre os brasileiros que jogam futebol na Europa e que frequentemente entram em crise  por serem chamados de macacos. 
É impressionante ver esses sujeitos, que ganham uma fortuna por mês, que têm as mulheres mais fascinantes (inclusive, a maioria delas, mercenárias e brancas como lagartixas) batendo à suas portas de madrugada e que deslizam pelos sete mares com seus iates mirabolantes, ficarem indignados quando alguém (um imbecil qualquer e normalmente semi-alfabetizado das arquibancadas) os chamam de macacos. Até um certo goleiro conhecido por todos, inclusive por seus familiares, como "aranha", ficou puto-da-vida quando lhe arremessaram uma banana e o chamaram de macaco. Que preconceito é esse com o pobre macaco? E com a pobre banana? Por que aranha pode e macaco não? 
E como um idiota terá sempre um ainda mais idiota que o admira, parece que lançaram, em defesa desses energúmenos até uma campanha com os seguintes slogans: SOMOS TODOS MACACOS! SOMOS TODOS NEYMAR!
Gostaria imensamente de ver a opinião de Darwin sobre essa idiotice... Ou então do psiquiatra negro Franz Fanon que escreveu o estupendo livro titulado: Pele negra, máscaras brancas.
Enfim, lembrando uma frase do velho Bakunin: aqueles que não se movem, não escutam o barulho de suas correntes...

Nenhum comentário:

Postar um comentário