"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

domingo, 4 de outubro de 2015

E a religião começa a apelar até para outros tipos de animais...

"É a preferência dada à prova histórica sobre as demais que deu curso a tantas falsas religiões. Uma vez estabelecido que o testemunho dos homens devia prevalecer sobre o testemunho da razão, a porta estava aberta a todos os absurdos; e a autoridade, substituída em toda parte aos princípios mais evidentes, fez do universo uma escola de mentiras..." (Diderot)


Entre as centenas de "santuários" que existem aqui em Brasília, um dos mais exóticos é o conhecido por Santuário São Francisco de Assis, a poucas quadras de minha casa. Neste dia 04 de outubro o referido santuário - para que vejam -  celebrou uma missa especialmente para animais e, por incrível que pareça, nela compareceram uma centena de cachorros de todas as raças, tamanho e cores, gatos de rua e angoras e até passarinhos, de sabiás a pica-paus, para uma benção coletiva. Não satisfeitos com a humanização dos bichos, querem agora catequizá-los. Como o meu Lhasa Apso é ateu, ficou aqui na varanda, com sua cara de chinês, só rosnando e olhando o movimento incompreensível, pérfido, beato e desvairado do mundo.

Um comentário:

  1. Bazzo, aqui próximo à minha chácara existe um rottweiler que leva um crucifixo na coleira e também já vi uma cadelinha da raça shar-pei com uma estatueta de Nossa Senhora Aparecida dependurada no pescoço...

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