quarta-feira, 8 de abril de 2015

A VINGANÇA DE NIEMEYER...

Neste domingo de páscoa, mais ou menos como "guia", fui à missa na catedral de Brasilia. 
Além das baboseiras infantis do padre ficou evidente a vingânça do Niemeyer, o arquiteto comunista & ateu que projetou essa catedral futurista, sem janelas, com uma acústica claudicante (para não dizer capenga) e com uns refletores fora de lugar... quase uma ante-sala de um hospício, de um crematório ou mesmo do inferno. 
Como esquecer aquela multidão de braços erguidos gritando que jesus havia ressuscitado? 
E todo mundo suando as 18:00 horas de um mês de abril... De tão ruim, a acústica transformava o padre em um ser fanhoso, de fala incompreensível diante daqueles devotos tostados por aqueles refletores que os obrigavam a baixar os olhos. 
Esta foi praticamente a segunda vez que entrei ali. A primeira foi há uns dez anos atrás, quando fui fazer lá dentro um ensaio fotográfico de um velho pederasta da cidade que tirava o chapéu e voltava a colocá-lo conforme eu lhe ordenava. Ajoelhado ou de quatro, com as mãos postas, os olhos virados, as nádegas balofas espalhadas nos bancos duros de madeira aquele homem fingia religiosidade e fé, mesmo sabendo-se um vil sobrevivente de Sodoma e Gomorra... 
Parece inacreditável que depois do século XX ainda existam pessoas que precisam frequentar esses lugares lúgubres, melancólicos e mentirosos, onde nem mais catarse coletiva acontece. Voltei para casa mais decepcionado ainda com a espécie e de madrugada, revirando minha biblioteca deparei-me com o livreto antigo  de Lenin: Acerca de la religión onde, entre outras coisas ele diz: "La religión es el ópio del pueblo, una espécie de aguardiente espiritual de mala cualidade, en el que los esclavos del capital ahogan su figura humana, hunden sus reivincaciones de una vida digna del hombre". P. 6.

5 comentários:

  1. Rogério Rodrigues8 de abril de 2015 10:22

    Antes eu achava que as observações do Ézio acerca da bovinização humanitária eram utópicas, ingênual e meio que despropositadas...mas depois daquelas manifestações de junho de 2013, embora meio caóticas, percebi que é perfeitamente possível reivindicar um país mais decente. Se o povo deixasse a religião, a televisão e e os divertimentos banais um pouco de lado e fosse para as ruas gritar contra as merdas, de modo enérgico e objetivamente, seria, até bem fácil, extirpar pelo menos o grosso dos câncros...depois daquele acontecimento, deu pra perceber claramente que o grande mal são os "ópios" e alienações supervalorizadas pela sociedade, principalmente a brasileira.

    ResponderExcluir
  2. MÔNICA PRADO TORRES8 de abril de 2015 16:39

    Ideais... Um dia eu acreditei na raça humana e em uma possível transformação da miséria... Repudiei todos os políticos, governos, religiões e associações que detinham o poder de manipular o povo... Ouvi os dois lados da moeda (direita e esquerda) e seus argumentos que no final tinham o mesmo objetivo - o poder - e isso dito por generais e comunistas... Nos meus últimos vinte anos de exílio acompanhei todos me venderem, ou seja, todos recebendo dinheiro e/ou benefícios para me monitorar... Várias pessoas eu tentei ajudar, e no final e eu descobri que estavam me "entregando", dos mais miseráveis aos mais ricos... Dos porteiros, faxineiras, cuidadoras, pedreiros,seguranças, policiais, familiares...aos médicos, engenheiros, analistas, juízes, professores, militares, governadores e prefeitos... Todos visando ganhar dinheiro fácil, afinal o alvo sou eu, e sou alvo fácil por causa do exílio... Acabei por desacreditar na raça humana, e agora o exílio não faz mais sentido, porque o isolamento parte de mim... Não sei quantas pessoas passaram por mim durante os últimos vinte anos, mas de 100% acredito que 1% tenha se distanciado e se omitido, e os outros 99% chutaram cachorro morto, conforme pronunciaram... Por várias vezes estive bem perto do suicídio, mas sou muito covarde para tal, e para justificar a minha covardia eu jogo a culpa em algo superior que pode ser Deus, Buda, Shiva, Salomão, Jesus Cristo, anjos, entidades, espíritos ou qualquer outra coisa em que eu possa justificar a minha existência, porque para o mundo dos homens eu me tornei um nada, ou melhor, a humanidade se tornou um nada para mim, inclusive eu mesma... Minha esperança é que eu tenho prazo de validade definido, e só me basta esperar... Enquanto isso troco o dia pela noite - durmo durante o dia inteiro, e à noite me perco em meus devaneios já que estão todos dormindo...

    ResponderExcluir
  3. Sinceramente eu nunca entendi a mitologia cristã! Um ser divino, eterno, com super poderes, se oferecendo em sacrifício!? Gostaria de saber a onde estar a porra do tal sacrifícío! Morreu, mas não morreu,ou melhor, depois de 3 dias "voltou" a vida. É muito fácil morrer pela humanidade Tendo super poderes..gostaria de ver sem abracadabras, sem frescuras..se fosse um pobre e miserável mortal, ai sim seria um sacrifícío.O rito fortalece o mito. Mesmo assim, feliz dia do coelho, atrasado, a todos os loucos que navegam nesse blog que quase sofreu "suicídio". Ainda bem que o Bazzo, voltou a tomar o gardenal dele, e o maldito blog ainda terá alguns anos de vida, assim espero. Abs. Rogério Mukanga

    ResponderExcluir
  4. Taí, Ezão, pra inspirar o blogue, um assunto que rende:
    http://www.taringa.net/posts/femme/18593595/El-hombre-domado-moderno-el-post-que-se-merece.html?utm_medium=email&utm_source=taringa_mailing&utm_campaign=recomendados_HF_m_2&utm_content=2377&utm_term=post_2_button

    ResponderExcluir
  5. A mitologia cristã é uma minhoca: Não tem pé nem cabeça.

    ResponderExcluir