"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Já a venda no mercado tradicional e no câmbio negro...

9 comentários:

  1. põe o link pra gente comprar! Esse anão da capa é parecido com o meu primeiro patrão do meu primeiro emprego, isto a 30 anos atrás

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  2. Caro sr. Ezio! O senhor não faria alguma doação de alguns de seus livros para a biblioteca municipal de minha cidade? Faz tempo que ela não compra livros e suas ideias são benvindas! Por favor entre em contato comigo caso se interesse. Meu e-mail é lepsudjc@gmail.com
    Também estou interessado em comprar algum exemplar pra mim. Grato pela atenção!

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  3. Acabei de ler este livro...seu conteúdo não passa de 1,30 cm.

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    1. Já sei: Tua expectativa era de que fosse de 30cm?
      Fica para o próximo.
      Att. Ezio Flavio Bazzo

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    2. Não, não criei expectativas. Alguém disse que você escrevia bem, então fui ler esse livreto. Agora; quer dizer que o próximo está no forno?!Os falos gigantescos!?... pela sua foto aqui do blog, imagino que esse é o seu "tema" predileto!

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    1. Não conheço o conto a "ruiva", de Fialho de Almeida. Se você quiser disponibilizá-lo aqui, seria importante.
      Att. Ezio Flavio Bazzo

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    2. Eis aí o endereço do texto "A ruiva" do escritor português Fialho de Almeida:

      http://www.google.com/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=2&ved=0CCYQFjAB&url=http%3A%2F%2Fcvc.instituto-camoes.pt%2Fconhecer%2Fbiblioteca-digital-camoes%2Fliteratura-1%2F1650-1650%2Ffile.html&ei=Rl8LVMOOB4WdygTNwoEI&usg=AFQjCNGBwrEITw7wClBm3HH8CrP2mrISDw&bvm=bv.74649129,d.b2U

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  5. Bazzo, neste seu livro faltou mencionar O Anão triste, de Hilda Hilst...

    "No poema O Anão triste o que encontramos são, em semelhança ao texto anterior, se não fosse suficiente a presença de um anão, personagem típico do realismo grotesco, este ainda possui o excesso de outro extremo: um falo excessivo pela grandeza. Em relação às partes do corpo desproporcionais, reconhecemos também nesse segundo poema “o exagero, o hiperbolismo, a profusão, o excesso (que) são, segundo opinião geral, os sinais característicos mais marcantes do estilo grotesco.” (BAKHTIN, 2010, p. 265).
    O riso, então, é provocado pela desigualdade proporcional de um anão que possui um pênis “longo./ Feito um bastão./ E quando ativado/ Virava... a terceira perna do anão”. Conforme Bakhtin apresentou, ao analisar a literatura rabelesiana, vemos nesse poema a presença de imagens do corpo híbrido, ou seja, “seres humanos extraordinários, todos de caráter grotesco.”, cuja personificação se dá através de figuras como “gigantes, anões e pigmeus, personagens dotados de diversas anomalias físicas” (p. 303).
    Ao longo da narrativa do poema, observamos a saga de um personagem que se lastima pela sua condição tanto de ser anão quanto de ser diferenciado pela sua genitália. Na busca por soluções, este recorre ao plano do “alto”, ao próprio Deus, para resolver um problema de “baixo”, o que já nos remete a uma subversão dos valores morais-religiosos. Através de uma reza pede que o ser superior o livre de seu tormento – o falo desproporcional – sua promessa era oferecê-lo em oferenda à Igreja. Todavia, ao ser atendido algo mais controverso ainda lhe acontece, uma vez que o “mastruço gigante; porongo longo; bastão; terceira perna; bimba; berimbau” desaparece. Antes de passarmos para a moral da estória, devemos acrescentar que no utópico corpo grotesco quando observamos um tipo de veneração pelo falo gigante estamos diante de algo característico dos rituais primitivos na Grécia Antiga, em que consistia justamente na ideia de que um grande falo era algo divino, que merecia adoração, reveneração, contemplação por meio de desfiles. Passamos, assim, da extrema abundância a ausência total no poema do em análise.
    Concluímos, observando a moral da estória, que nos diz: “Ao pedir, especifique tamanho/ grossura quantia.”, que o anão não soube fazer o pedido e acabou totalmente desprovido, pois o que era abundante naquele pequeno ser, agora não existia mais, “nenhum tico de pau” como diz o texto. O que nos provoca o riso é a temível condição do anão de se saber sempre nos extremos, nos exageros, visto que seu órgão sexual quando não é anormal pelo tamanho exageradamente grande, é da mesma forma por não existir mais. Todavia, o riso que incita o poema não é apenas pela condição física do anão, há também o ridículo que problematiza a figura de um Deus que permite que um fiel/crente passe por constrangimentos diante da sociedade. Ri-se do inesperado, da incompreensão dos feitos divinos".

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