"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

segunda-feira, 2 de junho de 2014

A ANVISA PRECISA DE UM TEOFRASTO...

Cada dia estou mais convencido que nossa desgraça não é só causada pela miséria, mas principalmente pela ignorância.

Enquanto a ANVISA consultava o Papa e esperava a resposta de seus intermináveis memorandos enviados a outros DAS de plantão para decidir sobre a liberação do canabidiol (uma substância derivada da maconha) que vem sendo testada com sucesso em doentes com transtornos neurológicos (Síndrome de Dravet, etc) Gustavo, o garotinho de 1 ano que esperava pela substância) morreu ontem aqui em Brasília. E tudo ao mesmo tempo em que nos botecos da esquina se vendiam para adolescentes e velhos, rios de cachaça vagabunda, cerveja produzida com água poluída, churrasquinho de vacas com brucelose, pimentões impregnados de venenos, wyski falsificado e outras porcarias feitas em fundo de quintal sem controle nenhum...

Essa idiotice e esse preconceito estatal com algumas ervas não é de hoje. 

Já aconteceu no século XIX com o famoso ópio  (o famoso Papaver Somníferum) que até hoje pelo interior da Tailândia, da Birmânia e da China se encontra gente queimando prazeirosamente em seus cachimbos e é considerado e experimentado, desde os tempos dos escritos de Teofrasto (séc. III a.C) em certas situações como medicamento mágico. Sem falar novamente da Ranwolfia serpentina, aquele arbusto indiano supostamente "maldito", mas que no ocidente veio a ser usado para a produção da reserpina  tão conhecida, usada e valori$ada na farmacopéia psiquiátrica de hoje...

Aliás, muitos dos "doutores", dos juízes e dos policiais que hoje se gabam por aí de suas funções de Censores, que têm fobia e são contra o uso dos derivados da maconha e da própria maconha para fins terapêuticos foram criados tomando Elixir paregórico e não teriam sobrevivido às cólicas e às dores abdominais se suas vovozinhas não tivessem lhes enfiado aquela tintura de ópio goela abaixo ou aquele supositório no rabo feito da mesma papoula. Além disso, muitos desses burocratas, desses juízes e desses policiais (e inclusive nós), nos momentos terminais desta vida de merda ainda imploraremos à enfermeira que mantenha sempre em baixo de nosso travesseiro duas ou três doses de morfina (também feita de um derivado do ópio, assim como o Zipeprol, a codeína, o Demerol e etc.

Enfim, ao invés de toda essa pantomima e dessa babaquice com a canabis e com seus derivados se deveria exigir que cada casa tivesse uma plantação em sua varanda, assim como tem de arruda e de artemisia, e que mensalmente um agente da tal ANVISA passasse por lá para ensinar e orientar os moradores quanto ao seu uso.
Aliás, as tão propagandeadas farmácias populares deveriam garantir aos bandos desesperados da Terceira Idade, um quilo de maconha por ano e de graça...








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3 comentários:

  1. BAzzo, o silencio de teus leitores sobre este texto fenomenal é de uma curiosidade patológica impresionante. GENTE DE BOSTA

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  2. http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2014/06/05/interna_cidadesdf,431005/aumentam-os-pedidos-de-uso-de-medicamento-com-derivado-da-maconha.shtml

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  3. http://revistagalileu.globo.com/Sociedade/Comportamento/noticia/2015/05/fumar-maconha-esta-virando-um-habito-privado-como-tomar-whisky-no-final-da-noite.html

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