"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Cartagena de Índias...

- Para donde vamos? - pergunta o cocheiro.
- Para donde quieras! Retrucamos com um litro e meio de legitima sangria fazendo uma revolução na ante-sala das tripas...
Impossível ver essas carroças fazendo malabarismos por estas ruelas sem lembrar da transilvânia, do drácula e etc. Sempre gostei do nome desta cidade, remete qualquer um a Cartago e aos cartagineses... Cartagena de Índias! Um fim de tarde no café que fica sobre a muralha e de frente para o mar é uma das poucas maravilhas do mundo... O mar bravio é outra coisa! Por outro lado, observem como a praia afrescalha... Como as ondas quase parando são uma afronta à virilidade marítima e oceânica...
Como olhar para cada pedaço de gelo no fundo do copo sem lembrar da cólera? Amor em tempo de cólera! Faz mais de um século, mas poderia ter sido ontem. Dizem que a peste alterou os genes das comunidades por onde passou... Da praça sobe o som de uma rumba. Arroz de coco e robalo na brasa... O livreiro tem um único livro de Vargas Vila editado quase antes de Colombo. São  os ventos caribeños.

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