"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Dos rolezinhos para o Rolex das vitrines...

A França parece estar ainda sob o impacto da revelação de infidelidade do monsieur Hollande! Sua mulher (a matriz) chegou a internar-se num hospital para dar maior gravidade ao caso. Inacreditável! Que não tenham lido o Marques de Sade, tudo bem, mas ignorar todos os ensinamentos expressos por Balzac na Comédia Humana, isto é quase um crime... Observem como sobre drogas, dinheiro e sexo ainda continua pairando uma nuvem de moralismo, nuvem sobre a qual ninguém diz a verdade...

 E os fumadores de crack continuam agitando São Paulo de Piratininga... a cidade de José de Anchieta e colocando em xeque  a frase meio fascista cunhada no brasão paulistano: NON DUCOR, DUCO! Não sou conduzido, conduzo! 
Enquanto as elites, em seus ghetos, seguem fazendo de tudo para dar fôlego a rituais e a resquícios monárquicos, eles insistem em não sair das ruas e nem da Idade da Pedra... E o crack, que tanto mal faz para o corpo, parece manter intocável e intacto o afeto. A prova está naqueles usuários que preferiram abdicar  de uma vaga num hotel para não terem que se separar de seus cachorros.

E os rolezinhos? Os apologistas do crime apostam que a coisa ficará boa mesmo quando aqueles adolescentes ingênuos entenderem que é hora de fazer a passagem do rolé folclórico para o Rolex das vitrines.

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