"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Errico Malatesta e o Black Bloc de SP.

Foi uma grata surpresa saber da existência do grupo Black Bloc e mais ainda, que são fervorosos discípulos de Malatesta. Que a policia, praticamente analfabeta, e que os governos, ou da Opus Dei ou de outras agremiações ainda piores, tentem demonizá-los, pisoteá-los e prendê-los, é de se esperar. Um mundo de velhos caquéticos de cócoras para os banqueiros e para outros abutres sociais, inevitavelmente será reacionário, voraz por equilíbrio, por manter ocultas suas rapinas e por encompridar seus míseros dias já contabilizados. Enfim, a gerontocracia e Malatesta, a gerontocracia e o Black Bloc são antípodas. Os velhos tiranos, regidos pela idéia fajuta da Vida Eterna, os jovens libertários, norteados pela consciência real da Morte Eterna. 
Ainda em 1964 Irving Louis Horowitz escreveu, sobre Malatesta: "Malatesta (1853-1932) dedicou sessenta anos de sua vida ao movimento anarquista europeu. Quando estudava medicina na Universidade de Nápoles ligou-se à causa republicana, e pouco depois se converteu em socialista e membro da Primeira Internacional, sempre pressionando em favor  dos princípios da ação direta, a ocupação de terras e a greve geral. Organizou um bom número de insurreições e revoltas de trabalhadores. Pronunciou discursos anti estatais e muitas assembléias anarquistas de caráter internacional. Apresentou importantes descrições do anarquismo comunista e das táticas anarquistas que tiveram um grande impacto no interior do movimento. Malatesta era um homem rico que colocou todos os seus recursos a disposição da causa anarquista. Ganhou o apoio militante de amplos setores de seus compatriotas, cujas demonstrações e greves a seu favor o salvaram da morte e da cadeia em numerosas vezes. Durante seu exílio na Argentina, e depois nos EEUU, publicou diversos jornais radicais. Interferiu na insurreição de Jerez na Espanha, na greve geral de 1895 na Bélgica, e passou vários anos de exílio e prisão na Inglaterra, França e Suíça. Assistiu ao congresso de Amsterdam de 1907, e pronunciou discursos sobre a organização anarquista que modelaram o movimento em todo o mundo. Kropotkin escreveu sobre ele:  'Sem ter sequer uma casa que pudesse considerar como própria, vendia sorvetes nas ruas de Londres para ganhar a vida e escrevia durante a noite para jornais italianos. Detido na França, liberado e expulso, condenado de novo na Itália, vivendo na clandestinidade'. A Itália caiu nas mãos do fascismo graças à destruição sistemática dos mais significativos de seus líderes radicais. Malatesta permaneceu na Itália, em prisão domiciliar, até sua morte. As autoridades ordenaram que fosse enterrado em uma fossa comum...

7 comentários:

  1. Eu adoro você, Ezio Flavio Bazzo!!

    ResponderExcluir
  2. Putz... nem falar. Diante do exposto me calo.

    ResponderExcluir
  3. Depois de atravessar esta cidade de sul a norte, de leste a oeste, de cima-a-baixo, em círculos, em ziguezague e em linhas retas, saltei do bondinho amarelo a uns cinquenta passos da Piazalle degli eroi, para uma visita especial à casa onde viveu e morreu Errico Malatesta. A vendedora ambulante intuiu meu destino e vendeu-me duas rosas semi-abertas e vermelhas como seu vestido. Cruzei a rua em direção ao número 9 (onde hoje funciona a sede do Partido Comunista) e deixei lá, sobre o batente da janela, o meu afetuoso reconhecimento ao velho e respeitável anarquista" E.F.B, em "Blasfematório-uma fenomenologia da idiotice", 2002.

    ResponderExcluir
  4. Que livro é este? Está a venda onde??? É do Bazzo?

    ResponderExcluir
  5. Putz mew... que preguiça! Eguinho geral inflado. Que merda

    ResponderExcluir
  6. Ante matérias publicadas pela imprensa - que nada mais é do que um sacerdócio da ignorância e do maucaratismo -, o texto sobre o Black Bloc é um achado.

    ResponderExcluir
  7. Precisamos realmente reeducar as crianças para um mundo novo e possível, onde não haja mais (e não seja aceito, ética e moralmente) exploração de animais humanos e não humanos. O recente crescimento da filosofia vegana (não ser conivente com a exploração de animais humanos e não humanos) tem sido um norteador de um mundo possível, onde a busca por um ser humano biológico e sustentável transforme a vida de TODOS os seres desse nosso único e possível planeta. Malatesta deveria ser conteúdo escolar! Abraços

    ResponderExcluir