"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

quarta-feira, 15 de maio de 2013

O nariz, esse desconhecido...


  Uma pesquisa que ainda gostaria de fazer é sobre essa necessidades (ou vício) dos franceses de assoarem o nariz com tanta frequência e, pior, principalmente nas horas das refeições. É curioso que toda a filosofia, que toda a sociologia e que toda a metafísica que eles próprios produziram não foram capazes de lhes fazer ver que se trata de um costume nojento. Estou pronto para dar a primeira dentada em um pedaço de carne (o que, aliás, já é um gesto nojento!) quando o sujeito da mesa em frente começa seu ritual de descatarrização. Uma, duas, três vezes... Que porra é essa camarada!? Por que esse idiota não o fez lá na rua ou em casa, quando estava cagando ou coisa parecida? Por que tenho que testemunhar essa nojeira? Depois guarda o lenço tranquilamente e parece feliz, como se tivesse se tratado apenas de um precoce orgasmo nasal. Se me perguntarem outra vez o que é mais universal nesta espécie?, responderei sem pestanejar: as grandes e pequenas misérias de cada um...

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