"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Che fai tu, luna, in ciel? dimmi, che fai, silenziosa luna?


E o arco-íris cobriu os céus de Paris! Aprovaram lá também o casamento gay. Dizem que os muçulmanos e os mórmons, cada um com sua penca de esposas, já estão na fila para obter dos descendentes de Robespiere o aval e a legalização também para a poligamia...
Quando nos anos 60/70 começou a efervescência homossexual pelo mundo, muita gente achou que se tratava de mais um movimento paralibertário e contracultura. Uma espécie de estopim e de pretexto para se implodir e pisotear de vez a família tradicional e os pilares patológicos da TFP (Tradição, família, propriedade) que tanto a psicologia como a psiquiatria acusavam de ser uma usina de neuroses e de psicoses. Que engano! 
A única bomba que nunca foi adequadamente colocada - dizia nessa época D. Cooper - se encontra sob o mediador primário de violência contra o qual devemos exercer nossa contra violência: a família propriedade e todas as falsas imagens que seriam formas de adora-la”. 
Por ironia, eis aí os homossexuais se humilhando e rastejando aos pés da república para que ela lhes autorize a casar-se nos moldes idênticos aos da vovozinha, com buquês de flores, alianças e até com a Ave Maria de Schubert..! Não é bizarro? E o pior, é que amanhã, com certeza, baterão também às portas do Vaticano e das sacristias para obter dos padres a permissão ao casamento religioso. Depois irão aos cartórios para obter licença para adotarem crianças e mais tarde aos ginecologistas para implantar úteros ou testículos e ao Ministério Público para garantir heranças, pensões e etc., para assim recriar na íntegra o velho e patético casal do passado e a louca, reacionária e falida família nuclear que sob o pretexto do amor, veio durante séculos gerando infelicidades e colecionando misérias... Que fiasco! Que marasmo! Que retrocesso! Que medo da liberdade é esse! Que dependência das algemas é essa!
Não adianta! A espécie não consegue sair do atoleiro em que se encontra. Dá voltas, dá cambalhotas, faz escândalos, se desfigura, turva as aguas, faz uma fumaceira danada e acaba sempre no mesmo lugar ou até mesmo num lugar pior. Que maldição e que miséria! 
Como perguntaria Leopardi: 
[Che fai tu, luna, in ciel? dimmi, che fai, silenziosa luna?]

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