"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

quarta-feira, 13 de março de 2013

E a fumaça preta!!??

Não, não dá para acreditar! Pense bem! Essa historinha da fumaça preta ou branca, não dá para acreditar! Não seria muito mais excitante se Pedro ou o próprio Espírito Santo em pessoa, aparecesse levitando sobre os velhos telhados para anunciar o vencedor? Que fiasco! E essa fumaceira, além de ser um descarado plágio dos Sioux, até uma criança de seis anos, segundo Piaget, acharia uma estultícia. Inclusive, porque tem muita gente temendo que ao invés de preta ou branca surja uma fumacinha cor de rosa! E não sei como os movimentos negros, os panteras negras pós-modernos ainda não acionaram suas incontáveis e sempre prontas Comissões dos direitos humanos acusando aquela cardealada de racista. Sim, porque a fumaça preta, nesse evento, ao contrário da branca, simboliza o impasse, a poluição, o vazio, a não concretização de nada, a ausência, a frustração, a indecisão dos sábios e poliglotas príncipes da igreja... Será que são ainda resquícios dos tempos em que a igreja jurava que os negros, os símios e a África inteira não tinham alma?... Mais ou menos como o deputado Feliciano que, respaldado pela Bíblia, assegura que os negros, desde o principio, foram amaldiçoados? Aliás, até hoje os mórmons e outros sujeitos do gênero, defendem a tese de que os negros são filhos de Cain... E daí? Para muita gente, inclusive para mim, Cain foi nosso primeiro herói, nosso primeiro homem de exceção, nosso titã e justiceiro pré-histórico, o mais macho dos homens e o primeiro sujeito a dizer audazmente um não, tanto a deus como a toda a imbecilidade que viria atormentar a humanidade pelos séculos afora...
E a chaminé continua lá, cuspindo fuligem sobre Roma... e a votação secreta também. Aqueles que sempre abominaram as "votações secretas" aqui no nosso Congresso Nacional, agora já sabem suas origens e de onde vieram suas sementes...
Um energúmeno da mídia acaba de anunciar que peregrinos dos quatro cantos da terra estão de olhos bem abertos na direção das chaminés do vaticano... Ora, se a terra é redonda como uma melancia, como poderia ter cantos? 
Aqui em Brasília, como também somos todos filhos de deus, estamos esperando que os deputados, os ministros e a Cúria Metropolitana decretem feriado e instalem um telão bem ali no meio da Esplanada, para que também nós possamos cravar os olhos na chaminé sagrada e dar, finalmente, um sentido à nossa vã existência... nem que seja um sentido fugaz e de boca aberta no meio das ziguezagueantes e agitadas emanações de um misero e fajuto ritual de fumaça...

2 comentários:

  1. O cardeal Jorge Mario Bergoglio está entre os cardeais de maior peso da Argentina, tanto que era um dos candidatos a se converter em Papa depois da morte de João Paulo II.
    Anos atrás, em 2005, o jornalista Horacio Verbitsky, que passou mais de uma década investigando os vínculos da Igreja argentina com as ditaduras militares, afirmou em um de seus três livros dedicados ao assunto (El silencio), que Bergoglio foi colaborador da última ditadura, a mais terrível, que se estendeu de 1976 a 1983.
    Nesta época, o superior provinciano de Buenos Aires da Companhia de Jesus foi acusado, por pelo menos três pessoas, de ter estado na origem do seu sequestro, desaparecimento e torturas em 1976. Dois deles eram sacerdotes jesuítas ligados à Teologia da Libertação, o outro era médico e também estava relacionado com o movimento de padres do Terceiro Mundo.
    Bergoglio negou categoricamente as acusações, mas Verbitsky citou documentos oficiais do Estado argentino para o mencionavam explicitamente. Segundo o jornalista, o atual Cardeal denunciou sistematicamente aqueles padres que ele considerava "subversivos", o que na época, praticamente, equivalia a uma sentença de morte.

    Em um de seus livros, em coautoria com Vincent Romero, El alma de los verdugos, (“A alma dos carrascos”, sem tradução no Brasil. NT), referindo-se ao caso argentino, o juiz espanhol descreveu os mecanismos de justificação dos ditadores rioplatenses. Um deles foi a guerra santa. Diziam que agiam em nome de Deus e que a hierarquia eclesiástica “estava, obviamente, em sintonia com o estamento militar na luta contra o comunismo, visando eliminar as ervas daninhas que, segundo eles, perturbavam a pureza cristã da Argentina".

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  2. http://rockultural.blogspot.com.br/2011/05/llaman-cardenal-declarar-en-juicio.html

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