"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

terça-feira, 5 de março de 2013

A vez de Pablo Neruda...

No mês passado desenterraram os restos de Yasser Arafat com suspeita de que sua morte teria sido precipitada por envenenamento. Agora estão fazendo o mesmo com os ossos do poeta Pablo Neruda. Na semana passada havia uma frase desse poeta rabiscada no paredão que há nos fundos da catedral... Depois de soletrá-la, o mendigo K., resmungou: nunca confiei em poetas que também foram diplomatas... Aliás, - concluiu - quê poderia fazer um diplomata a não ser engendrar poemas!? 
O curioso dessas exumações nem são elas, em si, mas a história do veneno que trazem a tona. Quem teria sido o primeiro espírito de porco a descobrir que o arsênico ou que a cicuta tinham o poder de mandar o sujeito para o inferno? Também existe, não esqueçamos, o monóxido de carbono e a peçonha das cobras... O mais famoso dos envenenados foi Sócrates, mas também se fala em Napoleão Bonaparte, em Augustus, o Papa Clemente VII, Catarina de Aragão, Hitler e mil outros. Sem falar da loucura de Jim Jones, o fanático da Guiana, que envenenou novecentos e tantos de seus seguidores, num único ritual... Para ele próprio, malandramente, ao invés do cloreto de cianeto, reservou uma única e definitiva bala...

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