"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Do abismo virginal ao abismo cutâneo...

Mais uma maluquete, de nome Rebecca, agora do interior da Bahia, coloca em leilão público sua virgindade... Inspirada, segundo ela, pela Catarina (não a de Médici), mas a Migliorini, aquela adolescente catarinense por cujo hímen um japonês esteve disposto a pagar um milhão de reais... e que,  recentemente, ainda a espera do descabaçamento, pousou pelada para um fotógrafo da Playboy... Quando essa revista para punheteiros sair, sentirá o deleite de ser carniça para todos os tipos de abutres... 
E digo em leilão público, porque na história da humanidade a mulher, de uma maneira ou de outra, com honra ou com desonra, no perímetro da moral ou nos subúrbios da indecência, esteve sempre leiloando e negociando essa peça bizarra que leva escondida entre o quadril e os dois pedaços de fêmur... Quando a iniciativa não partia secretamente dela própria, dissimulada em pudor e em virtude, era arquitetada por seus feiticeiros, pais, avós, conselheiros, irmãos, confessores, madrinhas, cafetinas ou outros cafajestes... Fingir achaques e espanto agora, em pleno Sec. XXI, diante desse proeminente negócio é mais do que aleivosia, inclusive, porque existe por aí gente considerada influente e formadora de opinião leiloando até as "pregas cutâneas"... (que, aliás, são irrecuperáveis...)
E as donzelas que afortunadamente vieram ao  mundo com o chamado hímen complacente podiam e podem até leiloar-se mais de uma vez... Segundo os arquivos dos bordéis e das paróquias, nunca faltou um onanista e um otário abastado para pagar por esse transe hipnótico o quanto fosse necessário... Duzentos camelos; um milhão de dólares, um desfile de modas, meia dúzia de sapatos, casa e comida; um passaporte estrangeiro, um vestido de noiva, um contracheque rechonchudo etc., já que, como lembrava Dali, o orgasmo é apenas um pretexto, o que importa mesmo é o gozo das imagens...



Um comentário:

  1. Já dizia o Nelson Rodrigues:
    "O dinheiro compra até amor verdadeiro"...

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