"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

E começa a farsa e a encheção de saco do natal...

Pelo menos quatro "entidades" passaram pela quadra nesta tarde de segunda-feira fazendo a maior barulheira, tocando aquelas musiquinhas abomináveis de natal e mendigando "qualquer coisa" supostamente para as crianças e para os velhos abandonados da cidade... Os primeiros estavam num caminhão, tipo esses de mudanças, pedindo brinquedos, bicicletas, roupas e até móveis... Por pouco não confessaram que receberiam, de bom grado, computadores e pacotes de dinheiro... Depois passou uma Kombi, de onde, com o som além dos 70 decibéis, seus ocupantes pediam comida (não perecível) e qualquer outra coisa (mesmo que fosse lixo) que pudesse fazer uma criança feliz... Outra Kombi entrou no circuito quase na rabeira da primeira, estes diziam ser de uma rádio da cidade e, com uma música deprimente, infernizaram por longos vinte minutos a todos que pretendiam fazer a sesta. Quando estas se foram surgiu um carroceiro, tocando um sinete e chicoteando seu cavalo, mais para bege que para cinza... não dizia nada, apenas trafegava entre os prédios com uma fantasia de papai Noel na proa de seu trenó... De onde surgiram todos esses farsantes e quase ao mesmo tempo??? Não é possível que não se avance um milímetro na direção do processo civilizatório e que todos os anos se tenha que suportar essa mentirada sem fim fomentada sempre pelos mesmos comerciantes e pela mesma falange de malandros...

Um comentário:

  1. Eu assino esta sua crônica mil vezes!! Escrevi uma crônica chamada NÂO È NATAL. Não pode ser Natal com o mundo desse jeito. Gostaríamos que fosse, precisamos do Natal o ano inteiro, mas para isso temos que mudar a consciência humana!!!

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