"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

domingo, 12 de agosto de 2012

Sobre a mesmice do mundo...


Diariamente, antes mesmo dos galos cantarem, acesso nove ou dez dos principais jornais do mundo apenas para constatar que quase todos reproduzem as mesmas fotos e dizem as mesmas coisas. Alguém na Rússia - por exemplo - chamou a Madona de puta velha! 
Naquele mesmo país, Putin, o velho capo da KGB torceu o nariz ao ter sua mão beijada por um padreco ortodoxo! 
Em Taiwan aconteceu o primeiro casamento "budista" entre duas atraentes donzelas. Todo mundo estava feliz na cerimônia e o carequinha e simpático monge, sem preocupar-se com os 8 principais preceitos do mestre, abençoou aquelas duas apaixonadas representantes de lesbos. O que devem fazer sob as cobertas? - indagaria minha ingênua bisavó...
 Para fugir das enxurradas barrentas nas Filipinas, duas crianças deslizavam cheias de vida sobre as águas a bordo de um luxuoso caixão de defunto... 
O julgamento do Mensalão tem deflagrado uma guerra nos bastidores da sociedade e deixado claro quem é quem nessa desvairada pátria. É uma lástima ver toda essa gente apertando para todos os lados o gatilho de suas infames e descarregadas espingardas. Mas a grande decepção mesmo, foi com a trupe dos advogados que tenta defender os réus. Como é possível que aqueles homens tenham sido mistificados e ganhem tanto dinheiro com desempenho tão doméstico e tão desonesto? Eu, que até pouco tempo achava o Exame da OAB uma impostura, agora estou convencido de que ele deve ser realizado sim, e não apenas aos iniciantes, mas inclusive com as raposas já desdentadas. Em outras palavras: como surgiu e como é possível a existência do advogado no mundo..?
Dizem que o presidente de turno no Paraguai está abrindo espaço para os norte-americanos instalarem bases militares em seu território. Eu que me criei lá na fronteira convivendo com aquele povo viciado em erva mate, hábil com facas e adorador de guarânias, sempre achei que um dia, em nome de Solano Lopes, eles, inevitavelmente, dariam um jeito de apresentar-nos a fatura, pelo menos aquela que diz respeito às três mil crianças destroçadas pelos nossos exércitos...

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