"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Mal-entendidos e cinzas... nada mais!

Finalmente o Princípio da Realidade e as cinzas se abateram sobre os foliões e sobre a folia. Agora, enquanto os "intelectuais" fazem suas análises fajutas sobre o evento e a ralé se ocupa em recuperar as canelas, os quadris, o fígado e as pregas, os chefões dos "blocos" e dos "trios-elétricos" discutem na surdina com os gerentes de bancos a melhor maneira de investir as fortunas que anualmente, sob o pretexto da "cultura" e da "alegria popular", surrupiam dos Ministérios. Aliás, o Ministério da Saúde diz ter distribuido para estes dias "carnavalescos", só aqui no DF, 1 milhão e 500 mil camisinhas, principalmente para os homossexuais adolescentes (recém iniciados) evitarem prematuramente os demônios da AIDS. Será que esses fedelhos estão trepando tanto assim? Ou será que existe aí alguma compulsão e alguma pré psicose confundida com desejo? Ouvi até uma senhora especialista orientando como deveria ser a penetração anal, as posições, os lubrificantes etc. E a senhora em questão chamava a atenção especialmente para a importância de se retirar o "pênis" ainda duro do rabo do outro para que os líquidos seminais não transbordassem dentro. Somos ou não somos a nação mais fútil e mais surrealista do planeta??? E aquela senhora, que seguramente não deve suportar nem o dedo mindinho, só faltou dizer aos pobres garotos que, se não tiverem cuidado com a enrabação mútua podem até ter uma gravidez involuntária... Ah, se minha bisavó ouvisse uma idiotice e uma leviandade dessas, provavelmente se trancaria no sótão com sua camisola de musseline e meio quilo de polenta e ficaria lá por uma quinzena recitando em voz alta o Eclesiastes. Quem poderia imaginar que o mundo (com o Brasil na primeira fila) chegasse tão rápido a esta ideologização e múltipla utilização do rabo? Mal-entendidos! Mal-entendidos e nada mais!
E morreu nesta sexta-feira de cinzas a moça milionária da DASLU. As pobrezinhas da DASPU ainda estão por aí sãs e salvas, prometendo alegrar ainda, e muito, as alcovas de outros carnavais.


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