"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

VADA A BORDO, CAZZO!!! Vada a bordo, cazzo!!


Usando como pretexto o naufrágio do Costa Concordia nas águas cor de esmeralda do Mar Tirreno, os misóginos continuam insistindo que por detrás de uma grande tragédia ou de um grande desastre sempre existe a “mão” ou a “boca”  hábil de alguma mulher... Se Berlusconi afundou a Itália por causa de sua “paixão” desmedida por mulheres – dizem -, o capitão Schettino deixou sua nave afundar num momento de alucínio pelos encantos da bailarina de 25 anos que compartilhava sua cabine.
A bordo! A bordo! A bordo! Ordenava com rigor uma espécie de superego em terra firme. Mas, possivelmente o emotivo capitão preferia ouvir: Al letto! Al letto! Al letto! 
Agora todo mundo critica o pobre Schettino, mas para quê foram inventados os tais “cruzeiros” se não para os prazeres da carne e para as artimanhas da luxúria? Manjare... filosofare... vardare al mare infinito e anca “trepare”. De preferência ouvindo: Torna surriento.
Depois de Lucrécia Borgia parece que os italianos nunca mais conseguiram se equilibrar e nunca mais souberam como lidar com a própria sexualidade. As mulheres correram “sabiamente” para as igrejas, passaram a usar cinto de castidade e cruzaram as pernas enquanto os velhos e românticos navegadores continuaram por aí com o mastro sempre pronto para ser levantado. Um detalhe curioso: quando se olha uma embarcação sumindo no meio das ondas, a última coisa que desaparece é o mastro. 


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