"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

sábado, 15 de outubro de 2011

O DEUS PRIAPO E AS DEMÊNCIAS DA PHALOCRACIA...








Nos últimos dias dois (homens públicos) de idades diferentes e ambos encolerizados trouxeram à tona o mito primitivo do phalo. O tal Rafinha mandou que uma repórter “chupasse seu grosso e vascularizado cacete” e o tal Felipão perguntou a um fotógrafo "Por que você não fotografava o meu pau?”. Se os nomes realmente têm algum significado secreto como tanto insistem os lacanianos, então se o "RAFINHA" tem um grosso e vascularizado imaginem o do "FELIPÃO"! Pelo dinheiro que os dois ganham administrando futilidades e jogando pasto para as cabras é bem provável que se insistirem um pouco terão seus “desejos” realizados. Mas o que importa mesmo não é isso, mas sim lembrar à população passiva, boquiaberta e curiosa, que, apesar das duas ou três matronas que marcaram a história, foi sempre o pau que gerenciou e comandou o mundo uma vez que os “machos”, (psicologicamente priapos) são conscientemente escravos e reféns da ereção desde que nascem até o dia que caem duros por aí, vítimas de um infarto, de uma bala ou de um bujão de gás.

Por que você não chupa o MEU cacete? Por que você não fotografa o MEU pau? Vejam a ênfase no MEU dada pelos dois senhores. Mas isto não é novidade. Desde sempre e em todas as culturas primitivas o phalo foi cultuado, reverenciado, usado para sustentar a lógica e o poder tanto do chimpanzé como do patriarcado etc, etc... Quanto mais grosso e vascularizado, mais poder, mais mito, mais esperma, mais fertilidade, mais virilidade etc., etc. E assim se vêm melancolica e secularmente seguindo pelos séculos a fora, cada idiota com o seu, fino ou grosso, vascularizado ou anêmico entre as pernas, o qual, misteriosamente, mesmo estando 99% do tempo mole como um molusco, tem servido para que os sujeitos se exibam, se arrombem e se estuprem mutuamente, para que inflem momentaneamente seus egos, hipnotizem-se e criem para si e para os demais uma vã ilusão de transcendência.


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