"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

sábado, 1 de outubro de 2011

E o Rock IN RIO?



E o Rock IN RIO? Pouco de Rock e muito de rio! E que tal o show de “sensualidade” das senhoritas? Antes da internet e de todos os vídeos pornôs essa performance fajuta de sedução até que perturbava os poucos neurônios e os bagos das plateias, mas agora... Qualquer punheteiro sabe que a telinha doméstica oferece mais, muito mais, e que não adianta (para justificar os altos e suspeitos cachês) ficar rebolando, contraindo as nádegas, abrindo as pernas, gemendo e fingindo-se de messalina no palco...

Brasília amanheceu eufórica. Hoje não faltará assunto para as donas de casa, para os velhinhos que passam o dia jogando damas em baixo dos ipês, para os tagarelas taxistas e nem para os pavões do Festival de Cinema que como o bolero de Ravel é sempre chato e sempre a mesma coisa: um advogado e professor universitário assassinou sua aluna e amante. Deu-lhe três tiros e, num gesto quase religioso, foi entregar o corpo morto à polícia. Crime bárbaro? Não, crime pós-moderno. São os tais crimes de amor. Para os de desamor não haveria estatísticas suficientes. Para onde vai a “alma” do morto?, perguntaram a Buda enquanto ele vagabundeava pelas estradas enlameadas e cheias de leprosos da Índia. Para o mesmo lugar que vai a chama de uma vela quando ela acaba - respondeu. Seria uma forma delicada do senhor Gautama de referir-se ao nada e ao beleléu?

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