"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

sábado, 24 de setembro de 2011

ROCK IN RIO...


Pelo pouco que já consegui entender da vida, (de esta loca y puta vida) conforme vamos passando pelo tempo vamos também olhando para as coisas de ângulos diferentes, quase sempre (apesar das deficiencias visuais inevitáveis) de maneira privilegiada e mais lúcida. O Rock in Rio, por exemplo: se tivesse vinte ou trinta anos também teria ido em romaria para lá e estaria babando no meio daquele bando de mentecaptos delirantes que desde ontem se pisoteia, se mija nos joelhos e se esgoela para ver no palco outro bando de pavões, vivaldinos e de narcisistas (muito, mas muito bem e até criminosamente remunerados) repetindo as mesmas merdas disfonicas de há pelo menos quatro ou cinco décadas. Sinceramente, para um homem de 62 anos, que viveu três minutos em cada minuto, ter que ouvir o Milton Nascimento cantando novamente Amigo é coisa pra se guardar….. não dá. Ouvir o tal do Elton John com seu bundão saliente rosnando, muito menos ainda. Aquele barulho irracional dos bateristas, os saltinhos orquestrados para cá e para lá da trupe inteira querendo imitar os roqueiros suicidas dos anos 60 é algo melancólico. Agora, o mais fascinante mesmo (antropologicamente falando) são as “meninas” e o uso que pretendem fazer das carnes e "das partes" diante de uma platéia meia lésbica e meia tarada. Apesar de seus jatinhos, de suas contas bilionárias, de serem tratadas como rainhas por onde andam e de terem a seus pés legiões e legiões de velhotes e de punheteiros dementes, é visível na coreografia e na histeria dessas figuras, que na essência continuam se achando unas mierdas. Intuem que são um blefe ambulante e não sabem mais o que exibir de si para encontrar algum tipo de equilibrio e de saciação. O que lhes resta? O corpo. Principalmente a parte (gostosa) que fica entre os joelhos e o umbigo. Se pudessem, acho que até abririam mais ainda as pernas no palco e colocariam as tetas, a xota e até o rabo literalmente para fora, no tablado e sob as luzes da ribalta ao mesmo tempo em que imploravam para a massa de debilóides de braços levantados lá em baixo que queimassem incenso e que “tocassem uma” em sua homenagem. Mas vamos com calma. A festa apenas começou. Quem sabe a Shakira e a Sangalo apareçam “desnudas” e depiladas! Quem sabe o gordinho inglês não volte ao palco apenas de cuecas e como fez a Sandra de Sá com a Bebel Gilberto, não de um beijinho de boca em algum tupinambá… Quem sabe as autoridades culturais não revelem ao populacho a verdadeira intenção e os verdadeiros dividendos dessa festança!!! Povera gente!

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