"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Micro analogia entre banqueiros e sequestradores...

Nas últimas semanas – sabe-se lá porque – todos os gêneros de mídia resolveram obsessivamente orientar aos consumidores sobre os famigerados CARTÕES de crédito. (Ou Cartões de débito?) Passaram a dar verdadeiras aulas de economia e de matemática aos ouvintes (principalmente aos da tal classe C), a fazer pacientemente cálculos astronômicos sobre datas, calendários, porcentagens, juros e mais juros sobre juros e por fim, quase que paternalmente a implorar para que os usuários continuem gastando, claro, mas só aquilo que possam pagar, que não caiam na armadilha de quitar apenas o mínimo da fatura e muito menos de darem o cano nos bancos. Em caso de não terem como pagar, que procurem negociar com os gerentes para não desgraçarem suas vidas com as severas punições advindas da inadimplência. Sinceramente, não dá a impressão de que estão a serviço dos banqueiros? Não dá a impressão de que deixaram de falar o essencial sobre a questão? Uma lógica muito parecida podemos ver no discurso dos policiais quando orientam sobre sequestros relâmpagos: não reaja! Não olhe nos olhos do sequestrador! Mesmo que você tenha a chance de dar-lhe um tiro nos miolos, não o faça, entregue a ele tudo o que você tem de valor, até mesmo aquela nota de cem libras escondida na cueca. Fique bonzinho e calmo que, quem sabe, como os banqueiros, ele também poderá, por compaixão, até poupar-lhe a vida… Sinceramente, não parece que a polícia está do lado dos bandidos? Não dá a impressão de que a questão fundamental não é sequer mencionada?

Com certeza, tanto a mídia como a polícia devem ter lido A mente assassina, de David Abrahamsem, onde ele insinua que "em muitos casos, o homicídio (a usura e o roubo) é provocado ou estimulado inconscientemente pela vítima".

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