"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

PAULO COELHO, LULA & ZOROASTRO...

A suposta proibição dos livros de Paulo Coelho no Irã (estaria desbancando a Zoroastro?) tem provocado ironias e discussões tanto nas academias como nos botecos fazendo reaparecer o desprezo temperado com inveja e mágoa que os escritores em geral alimentam por ele. Como já disse em outras ocasiões, tanto ele com seu sucesso literário, como o Lula, com sua popularidade política, são perversões de massa que apontam para a cegueira e para a sinistrose mental em que se está mergulhando. Claro que existe a possibilidade tanto das estatísticas terem sido burladas (no caso do Lula) como da tal censura no Irã ser apenas mais uma peça de marketing do referido escritor, mas, seja como for, nada minimiza a pasmaceira fastidiosa e o retardamento mental que essa unanimidade representa e nem o visível embotamento psíquico que está em curso desde a terra do fogo até as geleiras siberianas. Que os escritos do Paulo Coelho venham a ser proibidos por alguém e que o Lula, no passado, tenha sido considerado um perigo para a democracia são questões difíceis de entender, já que os textos do primeiro poderiam muito bem ser de autoria de alguma noviça cínica e deslumbrada e as idéias revolucionárias do segundo atribuídas a qualquer cândido gerente de banco...

Não, não adianta se indignar! A vida é essa baboseira que todos conhecemos algo como um puzzle cuja forma não é definida, onde o desenho é abstrato e onde sempre há peças defeituosas demais ou de menos...

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