"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O CALENDÁRIO MAIA E AS CATÁSTROFES DE 2012...



Segundo o calendário e as crenças daqueles pobres indígenas o ano de 2012 será um ano de surpresas para nosso planeta, ano em que conheceremos o esplendor do caos e quando quase todos (não importa nosso signo) voaremos em desespero e aos pedaços pelos ares... O tal calendário sugere que o universo se colocará em cólera em 2012, que os mares sairão de seus berços, que estrelas e meteoritos incendiários despencarão aqui e ali, que as praias desaparecerão, que os ventos levarão nossas casas como se fossem penicos de plástico etc. etc. Pode até ser que tenham razão, mas bem que aqueles simplórios selvícolas poderiam ter previsto pelo menos a chegada dos bandidos europeus em suas terras e tribos evitando assim o pisoteamento de que foram vítimas. O curioso é que muita gente  que conheço, inclusive gente culta, já está ansiosa olhando para os “céus” em busca dos meteoritos que se espatifarão no quintal de suas casas, olhando 24 horas para o mar em busca das tsunamis que invadirão suas coberturas, suas garagens e suas igrejas... Há gente que não dorme esperando de terno e gravata e de malas prontas por alguma mensagem na escuridão da noite, por  alguma estrela guia ou por alguma inscrição reveladora rabiscada no meio das nuvens. A catástrofe lhes parece algo tão certo e tão inquestionável que estão até vendendo suas casas a beira-mar e migrando para regiões montanhosas do país. A propósito: se alguém que mora em Búzios, Ipanema, Ilha Bela, Bahamas ou lugares parecidos quiser negociar suas casas ou seus apartamentos em troca de amparo espiritual ou de orações, pode entrar em contato através do tel./01023-45834.


Um comentário:

  1. O ser humano, esse macaco estúpido, encerra dentro de si um enorme vazio que precisa ser desesperadamente preenchido. Por isso ele crê e faz tolices de que cada um de sua espécie deveria se envergonhar. Mas o pior é que não se envergonham.

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