"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Dos esgotos de Paris e dos esgotos do Morro do Alemão...

Exatamente como Jean Valjean do romance Os miseráveis, os bandoleiros do Morro do Alemão se escafederam e saíram da cena de batalha através dos esgotos. Que tristes momentos devem ter experimentado ao terem que, além de deixar para trás montanhas de pó, toneladas de fumo, dúzias de armas automáticas, mergulharem na própria imundice... Todo mundo está curioso para saber onde se meteram, mas até agora não se tem a mínima idéia. Outra curiosidade, quase nacional, é a respeito de seus clientes, tanto das redondezas como dos bairros luxuosos e intocáveis daquela urbe, os tais artistas, os tais executivos, os tais agentes públicos, as madames desocupadas, os adolescentes desvairados, os intelectuais, os midiáticos, os delirantes e os porra-loucas em geral, quem irá fornecer-lhes a mercadoria neste breve período de turbulência?

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