"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Os marqueteiros e a cama de Procusto...

Se o que um candidato diz do outro é mentira, então ele deveria ser imediatamente interditado. Se o que ele diz é verdade, o outro deveria ser imediatamente preso. Mas não há interdição e nem prisão alguma. Tudo é apenas um show milionário engendrado por três ou quatro marqueteiros anônimos e infames. Bandido daqui, bandido dali! Ladrão daqui, ladrão dali! Estelionatário daqui, prevaricador dali. Oportunista daqui, vivaldino dali. Vendilhão da pátria aqui, vendilhão da pátria ali! E o pior é que no fundo nem se sabe se há realmente uma pátria...

Nossas estatísticas, nossos relatórios, nossas prestações de contas, nossos balancetes, nossa dialética, nossas histórias, nossas justificativas, nossa lógica, nossas ameaças, nossos métodos para ajustar as coisas lembram, e muito, o método do salteador Procusto.

2 comentários:

  1. Tá vendo? Agora vou ter que descobrir quem é este salteador Procusto. Isto me faz sentir tão ignorante... mas a política brasileira me faz sentir muito mais.

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  2. Sim, você fez uma bela analogia, sem dúvida! Fui lá, na mitologia grega, conhecer Procusto. Que coisa! E seguimos em nossa insensatez juvenil.

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