"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

As eleições, a propaganda, o voto e o sabão em pó...

Os gerentes do processo eleitoral estão euforicamente gastando fortunas em publicidade para convencer aos eleitores de que “devem votar” e votar “bem”! Votar “conscientes” naqueles candidatos que “melhor representem seus desejos”, naqueles que sejam “éticos”, que “não tenham ficha suja” etc., etc. Ora, puro jogo ilusionista e obsceno! Na verdade, as opções que os eleitores têm nesta terra “remissa e relaxada” – como dizia Anchieta - não são muito diferentes das que tem uma dona de casa quando vai ao mercado da esquina comprar sabão em pó. A liberdade que o gerente lhe garante é apenas a de, na mesma prateleira optar entre uma caixa de Omo, ou uma de Minerva; entre uma de Ace e uma de Brilhante. Ou não? E desde quando essa submissão  pode ser considerada livre escolha ou exercício de soberania? Desde quando essa opção tem alguma coisa a ver com liberdade? Pelo contrário, se parece bem mais à servidão, principalmente porque sabemos que a química de todos eles é a mesma e que só mudam realmente as embalagens e os nomes de fantasia...
E o mais dramático dessa idiotice é saber que não adianta espernear. O dia-a-dia não se cansa de nos mostrar que a vitória nunca será do desejo, mas sempre e sempre do que há de mais tirano, de mais vil e de mais desprezível nos instintos...

Um comentário:

  1. Para quem tiver estômago,não se esqueçam:

    Na hora de votar,1 engove antes e 1 depois,certo???

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