"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

domingo, 8 de agosto de 2010

Lampião, Lacan e o NOME DO PAI...

Não deve ser mera coincidência que um de meus correspondentes tenha me enviado exatamente hoje, quando aqui no Brézil se comemora o Dia dos Pais, um vídeo sobre Lampião e sua trupe. Sobre aquele bando de homens bizarros, metafóricos, grotescos e rudes, armados e encouraçados no meio do cipoal, da poeira e da caatinga, confusos entre a ficção do bem e a ficção do mal, com suas espadas, suas garruchas, suas cartucheiras, suas espingardas e seus Códigos, tudo sob as ordens severas de um suposto Genitor mor de todo o banditismo. Quem sabe se Lacan e seus papagaios, quando insistiam neuroticamente sobre o Nome do Pai (como metáfora e como significante) não estavam fazendo alguma conjectura sutil também a respeito da implacável Lei do cangaço e daquele esquisito Pai sertanejo? Bobagens! Brincadeiras teóricas! Jogo vil com as palavras, nosso único, secreto e verdadeiro armamento...

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