"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

E assim as vacas e as vidas vão pro brejo...

Na 21ª Bienal Internacional do livro de São Paulo lançaram mais uma biografia da senhora Lispector, agora de autoria de um forasteiro chamado Benjamin Moser.Putz! Quando é que isto terá fim, afinal? Bem, mas pelo menos é uma biografia de Lispector, o insuportável mesmo é a lenga lenga interminável sobre o tal do Monteiro Lobato, sobre a tal da literatura lusófona, sobre as táticas para despertar o “amor” pela leitura e outras histerias análogas. Um livreiro aqui de Brasília me contava que a queimação de incenso à escritora lá no “Salão de Idéias” foi interrompida momentaneamente porque parte do teto desabou. Hummmm! humnmm! Haahh! Os espíritas, os poetas e os esotéricos presentes não tiveram a menor dúvida de que era ela, em espírito e, pior, na fase maníaca chutando os caibros. Será? Será que sua intenção era quebrar literalmente o pescoço do biógrafo?Pelo sim, pelo não, logo logo surgiram outras “interpretações” sobre a vida e os sintomas da autora de Uma galinha, Os bonecos de barro etc. etc.. Uma das figuras exóticas que estava presente teria relatado o ocorrido a alguém por telefone levantando a hipótese da defunta ter se manifestado para fazer constar seu desagrado com o fato do biógrafo ter tornado público o estupro do qual sua mãe havia sido vítima. Será?

Ezio Flavio Bazzo

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