"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

sábado, 17 de julho de 2010

O goleiro bruno cercado de piranhas vorazes por todos os lados e o velho Giacomo Casanova...

Pelo que noticiam sobre as aventuras sexuais e a vida íntima do ex-goleiro do flamengo, somos obrigados a admitir que o famoso veneziano Giacomo Casanova que jurou ter “comido” 122 em toda sua longa existência, se comparado a nosso guarda-redes e "herói" de tantos energumenos, não passou de um pobre panaca. E por falar em goleiro, como é possível que exista a profissão de “goleiro”? De centroavante? De ponta esquerda? De volante? Zagueiro? De juiz de futebol? Prestem atenção. E mais, como é possível que esses cretinos analfabetos, junto às “modelos”, faturem salários mensais que, de tão colossais, nenhum outro profissional (cientista, profeta ou gênio) jamais se atreveu a idealizar para si? E isso, com a cumplicidade rasteira e sórdida do resto do rebanho este, mergulhado no mais absoluto mutismo enquanto rumina suas migalhas. Em algum lugar Fernando Pessoa escreveu sobre a miséria interior de seus patrícios algo que serve também para a nossa: 

[Somos incapazes de revolta e de agitação. Quando fizemos uma «revolução» foi para implantar uma coisa igual ao que já estava. Manchamos uma revolução com a brandura com que tratamos os vencidos. E não nos resultou uma guerra civil, que nos despertasse; não nos resultou uma anarquia, uma perturbação das consciências. Ficamos miserandamente os mesmos disciplinados que éramos. Foi um gesto infantil, de superfície e de fingimento...]

Ezio Flavio Bazzo

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