"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

quinta-feira, 11 de março de 2010

A MÃE QUE MUITA GENTE GOSTARIA DE TER TIDO...


Era austríaca e chamava-se Linda K. Trabalhava num circo, teve uma filha de forma “independente” e, para preservar suas viagens, os encantos e o gozo do picadeiro livrou-se dela o mais rápido possível, deixando-a com as freiras de um orfanato na Escócia, onde o uísque, pelo menos, estaria garantido. Quando se cansou dos trapézios, dos malabares, das acrobacias, do mastro chinês, da báscula, da cama elástica e da fantasia de voar, abriu algo parecido, tanto ao circo como ao convento: um bordel. E mais, na terra de Freud. Ao morrer, recentemente, deixou à filha, agora freira em Glasgow, não apenas o bordel, mas também uma significativa fortuna. Não adianta negar, algumas pessoas são realmente predestinadas...

Um comentário:

  1. a trama do teu pensamento e tua escrita são fascinantes, tu labirintas o leitor! Daí há pouco o leitor "se perde" no circo, no bordel, no convento, no inferno! Um beijo!

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