"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Jactanciosos, fodidos e malandros...

Ainda continuam causando excitação, cólera e desvairamento os “elogios” que alguns governantes e jornais estrangeiros derramaram sobre Lula neste final de ano. Discussão tola e quase demente de subalternos.  

Quem é que não se lembra que a imprensa britânica chegou a comparar o então presidente FHC a Julio César? E que as altas cortes de Castilla lhe conferiram o título de Príncipe de Astúrias? Está lá, em toda a história da miserabilidade humana, a vaidade como sintoma e o elogio como astúcia! E depois, essa sempre foi a psicologia mercantilista do Primeiro Mundo para com os jactanciosos, fodidos e nem sempre legítimos dirigentes das colônias. O mais trágico é que todo mundo acredita ou finge acreditar nessa safadeza interesseira e ambiciosa, inclusive os próprios homenageados. 

Mas a “imprensa não é livre e independente?” “A mídia não é ética e não tem soberania?” - Perguntam-se chocados os mais bobocas e os mais ingênuos. A resposta poderá ser encontrada nas duzentas e oitenta e duas páginas de memórias do Jornalista Samuel Wainer (Minha razão de viver).

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