"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Um mundo apaixonante de cavalos, éguas, asnos e jumentos...

Como o General Figueiredo, o governador Arruda parece um apaixonado por cavalos. Dois dias após o descobrimento de seu luxuoso haras nos arredores desta cidade de madraços, mandou a cavalaria da polícia Militar pisotear a população que fazia uma manifestação em frente ao Palácio do Buriti. E aqueles não eram cavalos alados. Em nada parecidos aos seus minúsculos antecessores (os Eohippus), se aquela cavalaria furiosa, com dentes perfeitos e membros esguios lembrava, por um lado, o cavalo de Guérnica, politicamente simbolizava o Cavalo de Tróia. E qualquer um se impressionaria com os olhos, os beiços, as mandíbulas e as patas daqueles animais! Não foi por simples covardia – como se costuma acusar - que os maias e os astecas caíram de joelhos diante da quadrilha espanhola de Cortez, quando a viram saindo dos navios cavalgando animais tão apocalípticos. Ainda é um mistério o fato de, principalmente, os políticos, os novos ricos e as mulheres devotarem um afeto e uma reverência tão especial aos eqüinos. A prova desta devoção está na maioria das praças das grandes cidades onde sempre há uma escultura imensa em bronze, de alguém montado num Puro Sangue Inglês (PSI). Segundo Vargas Vila, a homenagem nunca é ao cavaleiro, sempre ao cavalo. Melhor. Y asi se van los dias!

Ezio Flavio Bazzo

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