"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Heitor Villa Lobos


Não foi muito concorrida a homenagem a Heitor Villa Lobos nesta noite morna de novembro, aqui na Capital Federal, entre a Catedral e o Museu da República. Com certeza muitos jogos deveriam estar acontecendo pelo país a fora, e aí, sabe como que é, o populacho enche o rabo de cerveja vagabunda e fica levitando como se estivesse em outra galáxia.... Regida pelo maestro Iran Levin, a Orquestra do Teatro Nacional deu um show, principalmente no caso da Ária Cantilena número 1/Bachiana número 5. Até o cachorro que uma senhora de olhar sombrio mantinha confinado entre as pernas parecia deslumbrado. Não deve ter sido fácil para Villa Lobos, naquela época, misturar Bach e outros supostos eruditos com nossas profanidades tropicais. Casado pela segunda vez com uma ex-aluna, Villa Lobos, como Borges, Dali, Machado de Assis, Cioran, Vargas Vila etc, não teve filhos. Deixou apenas centenas de obras e de partituras para o gozo futuro da horda. Morto, não teve como impedir que, em 1986, colocassem sua efígie numa nota de quinhentos cruzados.

Ver: http://www.youtube.com/watch?v=8ZCq42RbEUM

Ezio Flavio Bazzo

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