"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Sou um demônio! Sempre fui um demônio!!!

Quando tenho algum tempo livre gosto de dar uma revisada nas conferências de Rajneesh, aquele charlatão indiano, tão lúcido que, em pouquissimo tempo fez muito mais sucesso que Cristo. Dizia:


-A música é bela, mas você tem de cessá-la. Maomé não gostava de música, porque a própria beleza da música pode manter alguém enraizado.

-Não tente me enganar. Eu próprio sou um enganador tão grande... você não pode me enganar.

-Não sou democrata. Sou ditador; é por isso que tantos alemães vêm a mim. Na verdade, eles vêm porque não conseguem encontrar ninguém na Alemanha. É por isso que eles vêm a mim. Sou um ditador com uma diferença: um ditador com o coração de democrata.

-Não seja covarde, esse é o único obstáculo para conhecer a verdade. É necessário ousar para conhecer; é preciso entrar no perigo.

-A vida é simplesmente uma canção que não tem sentido.

-Estar perto da beleza é estar perto da morte.

-E eu não sou um pregador. Pregar é sujo. Eu sou um amante.

-O idiota é duro, muito duro. É impossível que qualquer coisa penetre na cabeça de um idiota. A cabeça de um idiota está coberta com aço, nada pode penetrar nela.

-Sou um fim... Fim no sentido de que depois de mim não pode haver nenhum cristianismo, judaísmo, hinduismo, maometismo. Depois de mim não há possibilidade de nenhuma ideologia.

-Sou um trapaceiro. Você não pode me trapacear. Eu trapaceei tantos trapaceiros!

-Se houver um Deus, e eu tiver de encará-lo, Ele terá de me responder, e não eu responder a Ele.

-Eu não ensino outra coisa a não ser o destemor.

-A vida não é nada mais do que vinho e, em tais alturas, eu sei que sou um beberrão. Conheço as alturas supremas do Ser e nada pode ser mais alto que isso, eu sei.

-Sou um demônio! Sempre fui um demônio!


Ezio Flavio Bazzo

2 comentários:

  1. sim, o finado osho. o maior herege do século xx. espiritualidade não-reativa. um século antes, outro grande herege, nietzsche, teria caido na gargalhada. ou dado uma risada irônica de canto de boca. espiritualidade para espíritos livres. coisa entre apostadores. por falar nisso, chegou a hora d'eu partir. nesta despedida tomo as palavras do brilhante herege alemão, lidas para dr. breuer no filme 'the day when nietzsche wept':
    "somos amigos.
    é hora de nos separarmos.
    éramos amigos e nos tornamos estranhos um para o outro.
    é como tinha de ser.
    não queremos ocultar nem obscurecer o fato como se tivéssemos de ter vergonha disso.
    somos dois navios, cada qual com sua meta e seu curso.
    nos tornamos estranhos um ao outro.
    porque é a lei a qual estamos sujeitos"
    ma'a-salama (adeus) caríssimo ezio

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  2. O Osho foi o Nietzsche reencarnado conra o Demiurgo dos primeiros gnósticos.

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