"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Faltou vara em Beijing


Nós que consideramos a profissionalização dos esportes algo análogo à profissionalização dos exércitos - uma usina de mercenários - podemos ver e analisar os fiascos e as derrotas do Brasil nas Olimpíadas com outros olhos. Todos aqueles vacilos, todas aquelas exclamações domésticas diante das câmeras, todos aqueles prantos, beijos afetações e declarações de amor a Deus, aos pais e às famílias, as birras e as zangas diante das frustrações, as rodas de orações antes, nos intervalos e no final das competições etc., tudo isso, além de suburbano tem muito mais a ver com o caráter e com a personalidade de que com o talento e com a técnica. Seria muito mais saudável e soberano para a população em geral e repercutiria, evidentemente, no mundo esportivo se já lá no primeiro grau nossas crianças ouvissem bem menos a Chico Xavier e bem mais a Descartes.


Ezio Flavio Bazzo

Um comentário:

  1. é triste uma educação baseada no parasitismo. grandes programas pedagógicos anêmicos. e a cruz como símbolo contra tudo o que é belo e grandioso. a santidade de tamanha calamidade é envergonhar e desonhar qualquer espírito. até a prática de esportes foi manchada por esta pequenês. quanto mais tudo se apequena mais valoroso fica. não tardará muito, a paraolimpíada se tornará mais importante. sendo transformada em uma espécie de show espetacular dos horrores para o mundo judaico-cristão gozar em comoções.

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