"Meus textos são como o pão do Egito, a noite passa sobre eles e já não podes mais comê-los" (Rumi)

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

As cortesãs e os barões do latifúndio


As legiões de ingênuos e de bonachões que acreditavam que o governo iria socorrer apenas os banqueiros e as montadoras de automóveis começam a ficar encolerizadas ao verem que os barões do agro negócio e dos latifúndios também serão beneficiados. Como não temos culhões (entenda-se consciência crítica) suficientes e nem capazes de abortar esses tipos de paternalismos monárquicos, que pelo menos se exija desses gigolôs da terra que controlem a quantidade dos agrotóxicos e dos adubos que há décadas vêm envenenando os alimentos que comemos. E que ninguém estranhe se amanhã, sob o pretexto da hipertensão e da honradez espiritual seja a vez de "injetar" alguns bilhões na indústria de medicamentos e nas irmandades religiosas. Oxalá essa benevolência chegue um dia também às cortesãs, a essas patrióticas senhoras que, como os outros agraciados " segundo Balzac " são essencialmente monarquistas.

Ezio Flavio Bazzo

Um comentário:

  1. ah, duas grandes metafísicas que governam o mundo: o crédito e o marketing. ambas entidades fantasmagóricas assombram apenas aqueles que acreditam que o capitalismo, lá pela meia noite, sai de debaixo da cama para puxar suas pernas. pois, como aquele padre quevedo, intimo que o capitalismo apareça na minha frente! não quero presidentes, ministros da economia, lobbystas, latifundiários, banqueiro ou, até mesmo, alguém que encorpore henry ford. mas, enquanto não me trouxerem à presença o capitalismo, atiremos toda nossa munição contra os que citei acima. e que venham os advogados (como o fazem os advogados dos torturadores contra o grupo tortura nunca mais), tentar rancar de nós, um ínfimo tostão alegando dano moral à quem tiramos por detrás da abstração.

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